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Mandalas e mandalas
Nas artes plásticas da Índia e do Extremo Oriente, as mandalas (em sânscrito, significa círculo) ricamente ornamentadas representam um importante papel. O círculo de quatro ou oito raios é padrão habitual das imagens religiosas que servem de instrumento à meditação. Em geral, elas significam o cosmo na sua relação com os poderes divinos.
Não importa se o símbolo está presente na adoração primitiva do sol ou na religião moderna, em mitos ou em sonhos, nas mandalas hindus e tibetanas, ou no planejamento das cidades. O círculo indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalização em harmonia. Na seita zen, o círculo representa a iluminação, simboliza a perfeição humana.
Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande mistura de cores e serve como um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.
Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro partes, o objetivo desta arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.
Por aqui já caiu no gosto popular e, assim como outros itens orientais, já podemos encontrar em lojas de decoração mandalas em vidro – pintadas com tinta vitral – ou as gravuradas em madeira.
Add comment Junho 23, 2008
paulo bruscky, ars brevis

por_karina sérgio gomes
Conheci o trabalho de Paulo Bruscky na 26ª Bienal, em que o artista montou um pedaço do seu ateliê [foto] na mostra – uma verdadeira zona. Depois, me deparei novamente com seu trabalho numa exposição no Itaú Cultura, Futuro do Prensente. Nessa, Bruscky expôs a série: “O Meu Cérebro Desenha Assim”. A retomada de uma performance iniciada na década de 1970, quando utilizava o aparelho de eletro-encefalograma para produzir desenhos. Agora, quem quiser conhecer o trabalho do artista, é só ir ao MAC da Cidade Universitária, em que está exposta sua primeira exposição individual em um museu, ”Ars Brevis”.
Segundo a curadora Cristina Freire, o mais interessante do trabalho desse artista é sua ironia, resultado de uma multiplicidade. A mostra traz boa parte da produção de Bruscky apartir da década de 60, e está divida em sete núcleos. Um deles é o “Eu Comigo Mesmo”, em que o artista se faz personagens de sua obras. Outra seção legal é a de máquinas poéticas, onde está exposta a série: “Assim de Fax Arte”, na qual o artista utilizou o aparelho de fax para fazer desenhos.
Nessa exposição, nota-se que Paulo Bruscky é um grande observador do cotidiano. Pois, na maioria de suas obras, você vai rir diante de coisas corriqueira da nossa vida, que o artista se apropriou para fazer arte. Por exemplo, o “ferro gravura”, que é nada mais, nada menos do que a marca do ferro de passar roupa em um pano – quantas vezes você não quis morrer por ter deixado acontecer isso?
>> Ars Brevis: até 28/04. MAC, Rua da Reitora, 160 Cidade universitária. tel: 3091-3039. Terça a sexta: 10h às 18h, sábado e domingo: 10h às 16h. Grátis.
Add comment Abril 6, 2008
