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Fotografia de moda
Por Carol Vasconcellos
Nas sombras de um sonho – história e linguagens da fotografia de moda, da editora Senac (R$ 55), é um livro belíssimo. Traz os fotógrafos, os modelos e as tipologias mais importantes para o desenvolvimento da fotografia de moda, desde o final do século 19 até o início do século 21.

O italiano Claudio Marra, professor de história da fotografia na Universidade de Bolonha explica como surgiu a fotografia de moda e também como pensar o assunto. Man Ray, Avedon e Lindbergh são alguns dos nomes conhecidos que completam o livro com imagens e pensamentos.
Add comment Junho 23, 2008
Fora do circuito
Por Carol Vasconcellos
Depois de uma enorme confusão na última edição do SPFW, o estilista Lorenzo Merlino decidiu não mais participar da semana fashion.
Em janeiro, por conta de uma ação trabalhista antiga, Lorenzo teve o camarim interditado, suas peças confiscadas e foi a maior confusão! (leia matéria do UOL)
“”Pretendo não mostrar a minha coleção mais no formato tradicional. Quero que as pessoas questionem a moda, como a apresentação é feita, o tema, a coleção”, contou ao UOL Estilo.”
O estilista então, fez um desfile diferenciado, no Clube Atlético Paulistano: após desfilarem peças coloridas, com plumas e fitas, as modelos largaram as roupas nas cadeiras do clube e mergulharam na piscina.
Add comment Junho 17, 2008
SPFW
Por Carol Vasconcellos
Gente, começa hoje a 25ª edição da São Paulo Fashion Week, com desfiles da Osklen, Fabia Bersek, Do Estilista (Sommer) e outros. Oficialmente, a abertura foi do evento foi ontem, com desfile da marca japonesa Mintdesigns.
Esta edição – quase óbvio – também homenageará o Centenário da Imigração Japonesa. O Senac vai trazer no sábado (21), Kenzo Takada, criador da Kenzo.
Outra notícia boa para os fashionistas: ao contrário da semana de moda do Rio, SP terá a ilustre presença da musa Gisele Bündchen, que desfila no sábado pela Colcci.
Acompanhe todos os detalhes no site oficial da SPFW.
1 comment Junho 17, 2008
Dica de site sobre Moda
Pessoas,
Este site tem vários artigos legais sobre moda, tendências, consumo, é bem legal. Vale a pena fuçar!
“O Fashion Bubbles é uma revista eletrônica sobre moda, consumo, comportamento, tecnologia e negócios. Nossa proposta é mapear as novas formas de interação, consumo e comportamento dos habitantes dos grandes centros urbanos, mediados pela moda e tecnologia.”
Carol Vasconcellos
Add comment Maio 18, 2008
Quarentona – a minissaia
Por Carol Vasconcellos
A minissaia comemora em 2008 quarenta anos de existência. E a celebração não é só pela peça, mas por tudo que ela representou no contexto em que foi criada
O ano de 1968 entrou para a história como um ano de revolução. É nesse ano cheio de acontecimentos importantes que – acredita-se – nasceu também a minissaia. Uma novidade chocante para os conservadores e uma vitória na luta dos jovens que tentavam ganhar respeito, mudar idéias e crenças, ter voz, ter mais liberdade. Não só de expressão, mas também de estilo.
Novos modistas foram surgindo, com criações cada vez mais modernas: peças estampadas e muito coloridas, psicodélicas, roupas curtas e mais coladas ao corpo, tecidos futuristas. As tendências foram consquistando os jovens, que diziam levar a vida sem entregar-se à moda, usando o que bem quisessem – na verdade, contraditoriamente, essa era a moda.
Em meio a tantas novidades, surge a minissaia. As saias de cerca de 30 cm de comprimento deixavam as pernas à mostra e viraram febre das jovens da época, sinônimo de feminilidade e da libertação sexual.
Há quem diga que a minissaia não nasceu, mas veio de uma série de mudanças na moda que refletia as mudanças comportamentais da época.
Por outro lado, há quem credite o surgimento da peça a dois estilistas: Mary Quant e André Courrèges. De acordo com Mary, a criação não deve ser atribuída a nenhum dos dois: “A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou”.
”A minissaia é sexy, mas jamais obscena. A moda é feita para provocar o desejo”, defendia Mary Quant.
Os estilistas
André Courrèges, desde o início de sua carreira, foi considerado revolucionário. Ele não apenas “encurtava” as peças, mas as construía, dando formas diferenciadas, estruturadas e com estampas geométricas. Mary Quant apenas diminuía o cumprimento das saias e vestidos. É o que diz o livro de Françoise Vincent-Ricard, As Espirais da Moda (Paz e Terra, 1989).
O estilista era considerado superior à Mary, por ter mais técnica, enorme conhecimento de costura, criações mais geniais. Mas é ela quem – comumente – leva a fama pela então novidade da minissaia e que fez enorme sucesso.
Mary Quant
Mary nasceu em Londres, em 1934. Começou sua promissora carreira no mundo da moda abrindo a butique Bazaar, em 1955. A idéia inicial era fazer as peças que ela gostaria de usar, mas que não conseguia encontrar em outras lojas.
Na década de 60 a loja tornou-se um império, sinônimo de vanguarda e ganhando fama internacional por ter roupas, acessórios e até cosméticos “jovens e descomplicados”. Em poucos anos, Mary e seu marido abriram 150 filias na Inglaterra, 320 nos Estados Unidos e milhares de pontos de venda em todo o mundo.
A criadora inglesa influenciou a moda, que mudava e evoluía rapidamente. Deve-se a ela o estilo que ficou conhecido como Chelsea Look, que consistia em minissaia, botas de couro com cano alto que alcançavam as coxas e malhas ou camisetas justas, geralmente caneladas.
Provavelmente Mary não tinha idéia de que sua criação curta e atrevida fosse ter a repercussão e o significado que teve e tem até hoje. A minissaia tornou-se bandeira da juventude libertária, que pregava paz, amor e liberdade, no mundo inteiro.
“Eu quero criar novas maneiras de fazer roupas com novos materias juntamente com acessórios modernos que mudam conforme o estilo de vida das pessoas”, explicou ela.
No Brasil
Os grandes responsáveis pela disseminação da nova moda no brasil foram Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que formavam a famosa Jovem Guarda. O nome do grupo foi tirado de um discurso de Marx: “O futuro está nas mãos da Jovem Guarda”.
Incialmente um programa na TV Record, o estilo de vida destes jovens tornou-se popular e alavancou o lançamento de acessórios e roupas, como a minissaia, muito usada pela cantora Wanderléa. Ídolo da época, a cantora inspirou milhares de jovens que adotaram a sainha como peça-chave do guarda-roupa.
Nem sempre a minissaia teve ótima reputação. Em alguns lugares, como na França, a saia foi responsabilizada pelo aumento dos estupros. Na Grécia, apenas as turistas podiam usá-las. Na África, levou a culpa pela falta de chuvas.
2 comments Abril 29, 2008