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	<title>plasticamente &#187; fotografia</title>
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	<description>artes plásticas, fotografia e moda - projeto experimental de jornalismo cultural [Cásper Líbero].</description>
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		<title>A arquitetura fotojornalística de Cristiano Mascaro</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 17:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Taira</dc:creator>
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Por Camila Taira
Escadas rolantes que parecem zíperes dispostos lado a lado. Degraus que não dizem se sobem ou se descem. Estradas que se confundem com os limites do céu. Assim se revela o trabalho, em preto e branco, do fotógrafo paulista Cristiano Mascaro. Formado em Arquitetura na FAU-USP, Mascaro rejeita o título de ‘fotógrafo de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=plasticamente.wordpress.com&blog=3270223&post=74&subd=plasticamente&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://www.muraldeimagens.blogger.com.br/2_CRISTIANO_MASCARO.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" src="http://plasticamente.files.wordpress.com/2008/06/2_cristiano_mascaro1.jpg?w=400&#038;h=402" alt="" width="400" height="402" /></a></p>
<p>Por Camila Taira</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Escadas rolantes que parecem zíperes dispostos lado a lado. Degraus que não dizem se sobem ou se descem. Estradas que se confundem com os limites do céu. Assim se revela o trabalho, em preto e branco, do fotógrafo paulista Cristiano Mascaro. Formado em Arquitetura na FAU-USP, Mascaro rejeita o título de ‘fotógrafo de arquitetura’. “Eu fotografo cidades”, afirma e completa: “Eu gosto de chegar numa cidade e ver as pessoas caminhando entre prédios, diante de um muro. Isso é que me atrai. Arquitetura eu faço por encomenda”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Admirador de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Cartier-Bresson">Henri Cartier-Bresson</a>, Mascaro começou a fotografar depois que viu um livro do francês. Aos 63 anos, o <em>flaneur</em>, nascido em Catanduva (SP), rejeita o título de “fotógrafo de arquitetura”, explica as diversas censuras que sofria quando trabalhava na revista <em>Veja</em> – onde trabalhou de 1968 a 1973, exalta a importância do fotojornalismo em sua obra e abomina fotografia de instalações artísticas.<strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">PLASTICAMENTE &#8211; Como surgiu o gosto pela fotografia?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">MASCARO &#8211; Estava estudando arquitetura na década de 60, com todas aquelas transformações e costumes, a pílula surgindo, os Beatles tocando, tinha um Papa muito bacana, o Papa João XXIII, não era como esse bando de reacionários mais recentes. Aqui no Brasil, tinha os festivais da Record. Era uma época muito charmosa, sem nenhum saudosismo. E a arquitetura era também um oásis. A faculdade de arquitetura da USP ficava num prédio da família Penteado, não tinha cara de escola. Eu gostava muito de arquitetura, mas tinham umas aulas que eu não entendia nada. Daí, fui para a biblioteca e fiquei seduzido pelo livro <em><a href="http://farm1.static.flickr.com/165/431235514_ff68ba3e83.jpg"><span style="color:black;">Images</span><span style="color:black;"> à <span>la</span> Sauvette</span></a></em><span style="color:black;">,</span> do Henri Cartier-Bresson, que eu desconhecia completamente. Meu irmão tinha uma Petriflex de 35 mm e me emprestou. Então, comecei a fotografar. Isso em 1966.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">PLASTICAMENTE &#8211; Qual a leitura que você faz do “momento decisivo” de Cartier-Bresson?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">MASCARO &#8211; Além dele ser incrível, ele introduziu o ‘momento decisivo’ como uma linguagem fundamental na fotografia. Isso só a fotografia tem a capacidade de fixar. A pintura não tem, o desenho não tem, a gravura não tem. Sofri uma grande influência do trabalho dele, porque eu vejo que o momento de fazer a foto sempre é crucial. Hoje eu vejo que existe um movimento contrário, que o bacana, o se sentir vanguarda é derrubar os dogmas da fotografia. Se é o tradicional é ter foco, então fazem fora de foco, para reproduzir o lance de uma idéia genial. Isso é uma nojeira, que se esgota nela mesma. Depois eles terão que inventar outra coisa. Também inventaram fotografar instalação, mal e porcamente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">PLASTICAMENTE &#8211; Você foi uma das primeiras pessoas a integrar a primeira equipe de fotógrafos da revista <em>Veja</em>. Conte como foi essa experiência?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">MASCARO -<strong> </strong></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Eu entrei na Veja, desde o número zero. Na época éramos em quatro fotógrafos. Eu consegui o emprego logo depois de me formar, quando ganhei um concurso de fotografia em que a Cláudia Andujar, fotógrafa da <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_(revista)">Realidade</a></em>. Foi a Cláudia que me apresentou para a equipe da <em>Veja</em>. Isso era final de 1967. A Editora Abril já era reconhecida naquela época. Tinha o Tio Patinhas, o Pato Donalds e muitas revistas femininas, mas não tinha nenhuma revista que falasse sobre política. Então, criaram a <em>Veja</em>. Chamaram o Mino Carta, que já tinha criado a <em>Quatro Rodas</em>, para ele dirigir a revista. A Abril deu um curso só para selecionar pessoas para ser repórter na <em>Veja</em>. Eu fiz o cursinho, mas antes a Cláudia me apresentou ao Duque Estrada,<strong><span></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">que era diretor de arte da revista. Eles simpatizaram comigo e me contrataram. Eu não tinha nenhuma experiência jornalística. Minha formação era artística, de salto alto, como a gente dizia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">PLASTICAMENTE &#8211; Antes de entrar na <em>Veja</em> qual era seu objeto de trabalho? Já era a arquitetura?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">MASCARO &#8211; Não, não era a arquitetura. Eu estava mais com a cabeça no fotojornalismo. Até porque eu me inspirava muito no Cartier-Bresson, que foi um dos criadores da agência Magnum, e tinha aquele romantismo: todo mundo saia fotografando pelo mundo.<span>  </span>Eu achava o máximo! Trabalhando na<em> Veja</em>, eu comecei a viajar. Não havia muitas sucursais da revista ainda, havia uma em Brasília e outra no Rio de Janeiro. Então, tudo o que acontecia pelo Brasil afora, era a redação de São Paulo que fazia. O fotojornalismo foi uma escola para mim. Ele complementou a minha formação artística, a minha formação em arquitetura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">PLASTICAMENTE &#8211; Como você já trabalhou diretamente com jornalistas, você sabe que muitas vezes é preciso seguir a pauta. Você, como fotógrafo, fazia uma pauta antes de sair para a rua?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">MASCARO &#8211; Evidentemente que havia uma pauta para o texto e a foto. Na maioria das vezes, a gente viajava com o repórter. O que era muito chato, porque o repórter sempre achava que era chefe da gente. Eu viajei muito com o Luís Nassif, com o Elio Gaspari e outros repórteres. Eles tratavam a gente assim: “Ah, você está demorando muito. Vamos logo!” Era muito chato. O repórter depois que conversa com as fontes, quer escrever o texto dele em casa, no hotel, onde ele estiver. A gente não. A gente trabalha com as coisas acontecendo. Não dava para criar a foto na máquina de escrever. A fotografia, na verdade, é um complemento, e não uma mera ilustração como muitos jornalistas pensam. Foi por causa da censura e da hierarquia velada de uma redação que, quando surgiu a oportunidade para eu dar aula em faculdade, não fiquei em dúvida de deixar a revista. Eu via que não existia muitas possibilidades para eu crescer no fotojornalismo. O máximo que eu poderia alcançar seria aquele grande equívoco chamado “editor de fotografia”. Eles pegam o melhor fotógrafo e dão o cargo de “editor de fotografia”. Então, todos saem frustrados. Porque os tais editores de fotografia gostam de fotografar, querem fotografar, mas ficam presos na redação. Cria inimizades, porque quando chega uma matéria bacana ele diz: “Agora vou eu”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">PLASTICAMENTE &#8211; Nos anos 60, ocorre um grande intercâmbio entre o trabalho de fotógrafos e artistas plásticos. Você foi influenciado pelas artes plásticas do final da década de 60?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">MASCARO &#8211; Naquela época o que estava na moda era esse fascínio pela reportagem. A minha geração toda, que começou a fotografar, seguiram a carreira de repórter-fotográfico. Mesmo os arquitetos que fotografavam seguiram o fotojornalismo por um tempo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Conheça mais do trabalho de Cristiano Mascaro nos livros: ‘São Paulo’, “Desfeito e refeito’ e ‘Cidades reveladas’.</span></strong></p>
<p> </p>
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