Posts filed under 'artes plásticas'
Mandalas e mandalas
Nas artes plásticas da Índia e do Extremo Oriente, as mandalas (em sânscrito, significa círculo) ricamente ornamentadas representam um importante papel. O círculo de quatro ou oito raios é padrão habitual das imagens religiosas que servem de instrumento à meditação. Em geral, elas significam o cosmo na sua relação com os poderes divinos.
Não importa se o símbolo está presente na adoração primitiva do sol ou na religião moderna, em mitos ou em sonhos, nas mandalas hindus e tibetanas, ou no planejamento das cidades. O círculo indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalização em harmonia. Na seita zen, o círculo representa a iluminação, simboliza a perfeição humana.
Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande mistura de cores e serve como um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.
Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro partes, o objetivo desta arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.
Por aqui já caiu no gosto popular e, assim como outros itens orientais, já podemos encontrar em lojas de decoração mandalas em vidro – pintadas com tinta vitral – ou as gravuradas em madeira.
Add comment Junho 23, 2008
Fotografia de moda
Por Carol Vasconcellos
Nas sombras de um sonho – história e linguagens da fotografia de moda, da editora Senac (R$ 55), é um livro belíssimo. Traz os fotógrafos, os modelos e as tipologias mais importantes para o desenvolvimento da fotografia de moda, desde o final do século 19 até o início do século 21.

O italiano Claudio Marra, professor de história da fotografia na Universidade de Bolonha explica como surgiu a fotografia de moda e também como pensar o assunto. Man Ray, Avedon e Lindbergh são alguns dos nomes conhecidos que completam o livro com imagens e pensamentos.
Add comment Junho 23, 2008
Fotografia indiscreta
Por Maria Cecília Arra
Mostra de Berlim traz a história dos papparazzi, com cerca de 350 fotografias. O museu berlinense mostra como a demanda por fotos de pessoas famosas levou cada vez mais fotógrafos a perseguir personalidades e retratá-las em momentos íntimos.
A mostra Pigozzi e os Paparazzi fica em cartaz no museu de fotografia de Berlim até o dia 16 de novembro de 2008.
Add comment Junho 23, 2008
Tsuru
Por Carol Vasconcellos
A SPFW está decorada de origamis. Como não podia deixar de ser, já que o evento homenageia o centenário da imigração Japonesa.
Na entrada um monte de dobraduras forra o teto.
E no lounge do Senac é possível aprender a fazer Tsurus. Tsuru é um pássaro que tem grande siginificado para os japoneses, pois ele significa paz, saúde, amor, felicidade, ou seja, um “tudo de bom”.
Há uma crença de que a cada 1000 dobraduras feitas para alguém, esta pessoa cura-se de uma doença. Por isso é bem comum levar tsurus para pessoas hospitalizadas.
Se você quiser aprender a fazer – não é tão difícil assim e fica lindo se fizer vários coloridos – achei este vídeo. Explica passo por passo, não dá pra se perder!!
2 comments Junho 18, 2008
Modernidade
Por Carol Vasconcellos
Um belo quadro (gosto não se discute, ok? Eu achei legal!!) feito em 1 minuto. O que diriam os pintores mega detalhistas que demoram (ou demoravam) horas num só quadro?
Add comment Abril 29, 2008
A ESCULTORA DA ARANHA GIGANTE
Sempre que eu passava de bicicleta pelo MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo – no parque Ibirapuera, reparava naquela aranha gigante. Quando descobri que quem esculpiu aquela aranha enorme foi uma mulher, quis saber um pouco mais sobre ela.
A década de 60, sobretudo o ano de 1968, foi um ano marcante na vida da escultora franco-americana Louise Bourgeois. É impossível não notar os traços surreais e fálicos, que sugerem clima erótico em várias obras da artista. A obra Janus Fleuri, de 68, veio para contestar o papel do homem na sociedade, a intenção é “desconstruir” o pênis, ao evidenciá-lo de forma até banal. Louise é feminista arrojada e obcecada pelo trabalho e por esculturas gigantes.Tem 96 anos de idade, vive em Nova Iorque e é uma das maiores escultoras do mundo.

“Louise Bourgeois desenvolveu uma lógica das pulsões, importando vincular sua obra aos grandes temas do conhecimento ou da literatura e não aos sistemas da arte. Melhor falar então de um material extraído de recalques e embates da vida como abandono e ira, desejo e agressão, comunicação e inacessibilidade do Outro. No confronto permanente entre pulsões de morte, angústia, medo e as pulsões da vida, a obra de Louise Bourgeois é uma dolorosa e triunfante afirmação da existência iluminada pela libido. Nessa obra biográfica e erotizada, transformar materiais em arte é uma conversão física, não no sentido religioso, mas como a conversão da eletricidade em força. (…) Digamos então que a obra de Louise Bourgeois caminhe pela territorialização de imensidões. São assim o corpo, a casa, a cidade e o desejo. Ou a geometria, a família e a insularidade. Obra antiplatônica, não se satisfaz com o mundo das idéias e conjecturas. Deseja ter um corpo.
Esta arte não despreza a intensa referência ao sujeito. Retira a mulher da zona da sombra da história da arte. E esse sujeito da arte é uma mulher. Depois de Bourgeois, o universo da arte já não será de mulheres no mundo dos homens, nem têm de falar aí a linguagem dos homens, mas tornar presente seu próprio desejo. Moda e roupa são partes de um código identificado com o feminino. (…) A imensa Aranha (…) é trabalho, doação, proteção e previdência. É da potência da teia oferecer-nos acolhida ou enredar-nos como uma presa. ‘A domesticidade é muito importante. Eu a acho avassaladora. Como tem de ser prática, paciente e prendada.’ A afetuosa memória da maternidade está entremeada em várias esculturas.”
Paulo Herkenhoff, diretor do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.
2 comments Abril 24, 2008
Paulo Bruscky, em entrevista
por_Karina Sérgio Gomes
Meu primeiro post neste blog foi sobre a exposição “Ars Brevis”, primeira individual em um museu do artista Paulo Bruscky. E para o trabalho de jornalismo cultural, que em breve postaremos aqui no blog, tentei uma entrevista com Bruscky por e-mail, a qual foi não foi respondida a tempo para o trabalho, mas que vale a reprodução.
Karina: Como você entrou para o Grupo Fluxus?
Paulo Bruscky: Através da arte correio, desde o início dos anos 70, e quando ganhei a bolsa de artes visuais da Fundação Guggenheim, em 1982, fui morar em Nova Iorque e tive contatos pessoais com alguns dos seus integrantes, como Dick Higgins, Ken Friedman e John Cage, entre outros. Posteriormente, fui residir em Amsterdam e entrei em contato com Klaus Gröh, Robert Rehfeldt e mais alguns integrantes do grupo Fluxus, além de ter participado de vários eventos com seus membros, tendo inclusive realizado uma performance com Ken Friedman.
K: Na sua opinião, como o grupo e a arte postal influenciaram as artes plásticas?
PB: Depois da Pop Art, foi o único movimento a nível internacional surgido, e teve uma força maior porque o subterrâneo do mundo todo estourou simultaneamente.
K: Como o grupo influenciou a forma de fazer arte?
PB: Na verdade, na arte correio o importante é a informação e o contato: é a vida na arte.
K: Quais eram os artistas com quem se correspondia?
PB: Robert Rehfeldt, Klaus Gröh, Ken Friedman, Clemente Padin, Horacio Zaballa, Edgardo Vigo, Jorge Caraballo, Guillermo Deisler, Mike Crane, grupo Texto Poético, Fred Forest, Antoni Muntadas e muitos outros.
K: A data “Maio de 1968″ completa 40 anos neste ano, como foi este ano para você?
PB: Acho que o ano de 68, independentemente de Paris, foi um ano importante da resistência, não só no Brasil como em toda a América Latina, com relação aos regimes ditatoriais e a arte correio teve um papel fundamental nessa luta e em mudanças de conceitos.
K: Estava realizando algum trabalho na época? Qual?
PB: Sempre trabalhei bastante nas minhas idéias, e é difícil citar apenas um trabalho, mas no período trabalhei muito com poesia visual, intervenções urbanas, objetos e trabalhos conceituais.
K: Chegou a ter alguma obra censurada?
PB: Tive grande parte da minha produção censurada, inclusive a minha própria pessoa; cheguei a ser preso três vezes pela ditadura militar.
K: Como era ser artista, produzir obras e realizar performances durante a ditadura?
PB: Era enfrentar o risco com a própria vida, porque só assim é que se mudam as coisas.
K: E qual foi a melhor obra que produziu até agora?
PB: A que eu vou fazer.
K: Há alguma que você não gostaria de ter feito?
PB: Tudo que fiz.
>> Ars Brevis: até 28/04. MAC, Rua da Reitora, 160, Cidade universitária. tel: 3091-3039. Terça a sexta: 10h às 18h, sábado e domingo: 10h às 16h. Grátis.
Add comment Abril 20, 2008
Divagações numa aula de Jornalismo Cultural
A importância dos críticos de arte numa sociedade em que cultura é mercadoria
Por Camila Taira
“Gosto deve ser discutido, sim”, afirmava o sambista Adoniran Barbosa. Mas você vai me perguntar por que não deixei para o Seguindo a Canção a tarefa de falar sobre um dos maiores compositores brasileiros. Antes que vocês me atirem ao “árvaro”, vou explicar.
Hoje, às oito horas da manhã, numa aula de jornalismo cultural com o professor Heitor Ferraz, a sala começou a discutir o papel dos críticos de arte na sociedade atual.
É óbvio que o assunto esbarrou na questão de que a arte virou mercadoria. Realeses ocupam o espaço das críticas, que por sua vez avaliam, por meio de estrelinhas, se tal filme vale meia entrada, se tal livro vale a pena ser comprado, se tal exposição vale o preço que cobra, se tal show vale mais que o tamanho da fila das bilheterias.
Quando a obra de arte estava atrelada a Deus, a pintura era um espelho da realidade. O slogan da época poderia ser: “A arte imita a vida”. Platão não era publicitário, mas pensava assim.
Quando o homem passa a ser o sujeito-objeto e a razão toma o lugar da religião, a arte passa de uma simples e incontestável imitação para uma proposta de invenções. Com isso surge a necessidade de se explicar a obra de arte para o público. O gosto começa a ser discutido. Surge, então, a crítica.
A arte ganha pinceladas de subjetividade, emoções, formas abstratas. Ganha tons de agressividade, provocações, metáforas, metalinguagens. A crítica tenta traduzir as evidências e os enigmas.
Mas qual é o verdadeiro papel de um crítico de arte? Muitos acham que esse profissional é um artista frustrado. Acredito que não. A importância dos críticos está na mesma responsabilidade de um jornalista econômico: traduzir algo complexo para uma linguagem compreensível à maioria das pessoas. Ou seja, ser a ponte. No caso do jornalista, entre a esfera privada e a esfera pública. No caso do crítico, entre a obra de arte e o público.
Por fim, o bem-humorado crítico de arte Olívio Tavares de Araújo avisa: “Se um dia você ler uma crítica e não entender o raciocínio do texto, não duvide da sua inteligência, nem do artista. Duvide, primeiro, do crítico de arte”.
Add comment Abril 18, 2008
NENO RAMOS
“Eu faço arte para dar um pouco de beleza ao mundo”
Bem humorado e ousado. O artista plástico brasileiro que conquistou a Europa está hoje redescobrindo e inovando a pop arte brasileira com seu bom gosto e espírito empreendedor
Fala calma, olhar brando e intenso. Com seus olhos azuis e cabelos longos e cacheados, levemente jogados para trás ele se consagra a cada quadro pintado. De início parece introspectivo e quieto, mas muito sabe falar de si e do seu trabalho que, diga-se de passagem, é conhecido no mundo inteiro. Neno Ramos, ou melhor, Washington Ramos Filho, formou-se em arquitetura na faculdade Belas Artes em São Paulo, em 1984. Sempre quis trabalhar com arte. Já vendia esculturas em néon para ganhar dinheiro, mas nunca havia pensado em viver só disso, em ser de fato artista. Teve aulas com alguns expoentes das artes plásticas como e Flávio Império e Haron Cohen. Inspirado pela arte pop de Andy Warhol e Basquiat, o artista plástico desenvolveu técnicas de produção, e repaginou a pop arte no país.
Antes de ser pintor consagrado, era empresário na área de engenharia. Trabalhava com seu pai, mas nunca se sentiu realizado com sua profissão. Precisava entrar em contato com a arte, realizar suas obras. Neno perdeu o pai aos 24 anos, e foi nessa época que assumiu o controle da empresa de terraplenagem da família. “Eu ganhava muito bem sendo empresário”, contou.
Durante uma viagem à França conheceu o maior acervo de obras do pintor Andy Warhol, no Museu de Arte Moderna do Beubourg, em Paris, no ano de 1990. Warhol tinha morrido cinco anos antes, e exposição era uma retrospectiva de todos os seus trabalhos. Esse foi um marco na vida de Neno Ramos. Continuou como empresário, mas a partir daí começou a dar mais importância ao seu veio. Em 1994, começou a pintar profissionalmente utilizando a pop arte como forma de expressão, tendo desde então realizado oito exposições individuais e participando de 30 coletivas e salões com premiação em cinco deles. Vendeu seu primeiro quadro em 95 por 3mil dólares, mesmo com alguns lhe dizendo que a pop arte já estava morta. “Foi fantástico!”, lembra.
Mas mesmo fazendo sucesso, Neno não largou sua empresa, só em 2001 – ano da morte de uma de suas quatro irmãs – decidiu largar mão de tudo. Sua empresa estava quebrando. Vendeu os maquinários e resolveu viver de arte, “parece que o destino fez eu perder tudo para eu fazer o que eu queria.”, declarou. A partir daí sua vida foi muito difícil, mas Neno é obstinado e com muito empenho ele acreditava em si, “Eu perseverei, eu passei fome”, declarou. “Eu acreditava no que eu fazia. Eu acreditava que era bom, porque o público queria”, reafirmou.
Em 2003, Neno Ramos foi convidado pelo curador da Bienal e critico de arte, Carlos Von Schmit, para ser diretor de produção da Cooperativa dos Artistas Visuais do Brasil. Ela foi criada em São Paulo, em agosto do mesmo ano, tendo como principais objetivos o fortalecimento das relações entre artista e sociedade, bem como possibilitar ações mais efetivas dos artistas em relação aos espaços que a arte ocupa atualmente. Artistas consagrados como Antônio Peticov, Wesley Duke Lee e Vera Café fazem parte deste grupo seleto que compõe a Cooperativa. Entre 2004 e 2006, Neno deslanchou e realizou diversas exposições em Portugal, na França, Armênia e passou a representar a arte brasileira na Europa. Muitos artigos e matérias em jornais franceses o destacaram com louvor. Hoje, suas flores em acrílico são ícones no mundo inteiro. Seus quadros são peculiares, de criação própria, com muitas cores, emoção e irreverência intrínseca. Desenvolveu técnicas e repaginou a pop arte no país. Trabalha nas séries “Rosas Carimbos”, “Queen Velvet” (girassol vermelho) e “Retratos de Cidades do Brasil”. As rosas são suas marcas registradas e reproduzidas partir de uma matriz. Sua intenção é levar as Rosas Carimbo para todos os lugares, em diversos tamanhos e padrões. Reproduz também as “Monalisas” que são uma série de quadros com a imagem tradicional da Monalisa de Leonardo da Vinci, em diversos lugares do Brasil, tudo isso em pop art. “Gosto muito da coisa plástica”, revela.
Neno considera que a leitura e a pesquisa são fundamentais para a realização de obras de arte. E para ele existem estágios de prazer que só a arte proporciona: a idéia da criação, a execução da criação, a obra-prima, a aceitação da obra, e ver as pessoas pagarem pela obra. Essa é a verdadeira aceitação. O artista vende suas obras em sua casa e em galerias, porém, a maior parte dela é vendida no seu ateliê, antes feito para ser sua casa e ateliê. “Graças a deus, as pessoas me ligam para comprar.”, orgulha-se, com razão, um dos maiores artistas de artes plásticas do país. Mora com sua terceira mulher, Catarina, no bairro do Morumbi. Tem bom humor, é arrojado e enxerga o que as pessoas precisam na vida. Elas querem cor, graça e uma pitada de fantasia. Seu lado lúdico é muito apurado e sua sensibilidade são sentidos a metros de distância. Desenvolve quadros em conjunto com artistas consagrados e tão bons quanto ele, como Cris Campana e Gustavo Rosa. Tem muita habilidade ao retratar as pessoas de forma inovadora: fotografa a pessoa, digitaliza a foto, estoura os pixels, põe na tela pinta, põe acrílico, inventa e reinventa o retrato. Com suas inúmeras técnicas utiliza-se da alta tecnologia e da experimentação para fazer algo que não se figura de forma pretensiosa, “Eu não quero o HIGH TECH, eu quero o LOW TECH”. Gosta de brincar com as cores, quanto mais colorido melhor. As formas geométricas, os mosaicos e a simetria são muito utilizados.
Neno tem uma marca registrada com o seu valor agregado: atrás de todos os seus quadros, ele carimba uma nota de dólar com a sua foto no meio, afinal, assim como George, seu nome também é Washington. O artista gosta de trocadilhos com seu nome. Criou um “Tobleneno” em referência ao chocolate Toblerone que tem a função de luminária. Também inventou o “sal de frutas Neno” para pendurar na parede. Todas as suas criações são brincadeiras muito trabalhadas e bem feitas. “O resultado estético do trabalho de Neno Ramos possui um prazer estético inegável, uma mensagem de imagens primaveris, sem contorções, mas rica e vigorosa como a de uma vida que nasce.”, disse Enock Sacramento, em 2006.
Neno está em ebulição e promete realizar trabalhos com muita vida, tecnologia e prazer.
9 comments Abril 17, 2008
Vida e obra de Velazquez
por_Camila Valduga Gomes
Diego Rodriguez de Silva e Velazquez é um espanhol que viveu no século VXII, considerado um dos mestres da pintura. Ele nasceu em Sevilha, em 1599, filho de um advogado descendente da nobreza portuguesa.
Velazquez começou na arte ainda garoto. Durante cinco anos, ele foi aprendiz do pintor Pacheco. Mais tarde, se casou com a filha do pintor. O artista demonstrou uma habilidade precoce em observar e registrar a realidade. Ele não era restrito a um único tema. Seus quadros trazem cenas típicas de tavernas, imagens de pessoas humildes, figuras mitológicas, episódios históricos e motivos religiosos.
Velazquez foi apresentado ao rei da Espanha, Felipe IV, e teve o privilégio de pintar um retrato do monarca. O rei ficou impressionado com o talento e o convidou para morar em Madrid. Como pintor oficial da corte, produziu diversos retratos da Família Real e mais de quarenta do rei Felipe IV. O artista espanhol fez duas viagens à Itália que influenciaram o trabalho dele. Em Roma, produziu o retrato do papa Inocêncio X. Ele também comprou obras de arte para a coroa espanhola. E ainda era o responsável pela imagem pública do rei e pela decoração de festas e residências da realeza.
Diego velazquez recebeu o título de cavaleiro de Santiago. O artista morreu aos 61 anos de idade, em 1660. Na primeira metade do século XIX, a pintura dele deixou os palácios e museus da Espanha. Com isso, ganhou fama no resto da Europa. Diego Velazquez foi um modelo para os principais pintores do impressionismo e do realismo.
2 comments Abril 15, 2008







