Mandalas e mandalas
Junho 23, 2008
Nas artes plásticas da Índia e do Extremo Oriente, as mandalas (em sânscrito, significa círculo) ricamente ornamentadas representam um importante papel. O círculo de quatro ou oito raios é padrão habitual das imagens religiosas que servem de instrumento à meditação. Em geral, elas significam o cosmo na sua relação com os poderes divinos.
Não importa se o símbolo está presente na adoração primitiva do sol ou na religião moderna, em mitos ou em sonhos, nas mandalas hindus e tibetanas, ou no planejamento das cidades. O círculo indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalização em harmonia. Na seita zen, o círculo representa a iluminação, simboliza a perfeição humana.
Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande mistura de cores e serve como um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.
Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro partes, o objetivo desta arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.
Por aqui já caiu no gosto popular e, assim como outros itens orientais, já podemos encontrar em lojas de decoração mandalas em vidro – pintadas com tinta vitral – ou as gravuradas em madeira.
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