Archive for Abril 29th, 2008

Quarentona – a minissaia

Por Carol Vasconcellos

A minissaia comemora em 2008 quarenta anos de existência. E a celebração não é só pela peça, mas por tudo que ela representou no contexto em que foi criada

O ano de 1968 entrou para a história como um ano de revolução. É nesse ano cheio de acontecimentos importantes que – acredita-se – nasceu também a minissaia. Uma novidade chocante para os conservadores e uma vitória na luta dos jovens que tentavam ganhar respeito, mudar idéias e crenças, ter voz, ter mais liberdade. Não só de expressão, mas também de estilo.

Novos modistas foram surgindo, com criações cada vez mais modernas: peças estampadas e muito coloridas, psicodélicas, roupas curtas e mais coladas ao corpo, tecidos futuristas. As tendências foram consquistando os jovens, que diziam levar a vida sem entregar-se à moda, usando o que bem quisessem – na verdade, contraditoriamente, essa era a moda.
Em meio a tantas novidades, surge a minissaia. As saias de cerca de 30 cm de comprimento deixavam as pernas à mostra e viraram febre das jovens da época, sinônimo de feminilidade e da libertação sexual.

Há quem diga que a minissaia não nasceu, mas veio de uma série de mudanças na moda que refletia as mudanças comportamentais da época.

Por outro lado, há quem credite o surgimento da peça a dois estilistas: Mary Quant e André Courrèges. De acordo com Mary, a criação não deve ser atribuída a nenhum dos dois: “A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou”.

 ”A minissaia é sexy, mas jamais obscena. A moda é feita para provocar o desejo”, defendia Mary Quant.

Os estilistas
André Courrèges, desde o início de sua carreira, foi considerado revolucionário. Ele não apenas “encurtava” as peças, mas as construía, dando formas diferenciadas, estruturadas e com estampas geométricas. Mary Quant apenas diminuía o cumprimento das saias e vestidos. É o que diz o livro de Françoise Vincent-Ricard, As Espirais da Moda (Paz e Terra, 1989).

O estilista era considerado superior à Mary, por ter mais técnica, enorme conhecimento de costura, criações mais geniais. Mas é ela quem – comumente – leva a fama pela então novidade da minissaia e que fez enorme sucesso.

Mary Quant
Mary nasceu em Londres, em 1934. Começou sua promissora carreira no mundo da moda abrindo a butique Bazaar, em 1955. A idéia inicial era fazer as peças que ela gostaria de usar, mas que não conseguia encontrar em outras lojas.

Na década de 60 a loja tornou-se um império, sinônimo de vanguarda e ganhando fama internacional por ter roupas, acessórios e até cosméticos “jovens e descomplicados”. Em poucos anos, Mary e seu marido abriram 150 filias na Inglaterra, 320 nos Estados Unidos e milhares de pontos de venda em todo o mundo.

A criadora inglesa influenciou a moda, que mudava e evoluía rapidamente. Deve-se a ela o estilo que ficou conhecido como Chelsea Look, que consistia em minissaia, botas de couro com cano alto que alcançavam as coxas e malhas ou camisetas justas, geralmente caneladas.

Provavelmente Mary não tinha idéia de que sua criação curta e atrevida fosse ter a repercussão e o significado que teve e tem até hoje. A minissaia tornou-se bandeira da juventude libertária, que pregava paz, amor e liberdade, no mundo inteiro.

“Eu quero criar novas maneiras de fazer roupas com novos materias juntamente com acessórios modernos que mudam conforme o estilo de vida das pessoas”, explicou ela.

No Brasil
Os grandes responsáveis pela disseminação da nova moda no brasil foram Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que formavam a famosa Jovem Guarda. O nome do grupo foi tirado de um discurso de Marx: “O futuro está nas mãos da Jovem Guarda”.

Incialmente um programa na TV Record, o estilo de vida destes jovens tornou-se popular e alavancou o lançamento de acessórios e roupas, como a minissaia, muito usada pela cantora Wanderléa. Ídolo da época, a cantora inspirou milhares de jovens que adotaram a sainha como peça-chave do guarda-roupa.

Nem sempre a minissaia teve ótima reputação. Em alguns lugares, como na França, a saia foi responsabilizada pelo aumento dos estupros. Na Grécia, apenas as turistas podiam usá-las. Na África, levou a culpa pela falta de chuvas.

2 comments Abril 29, 2008

Elefantes pintores

Por Carol Vasconcellos

Esse vale como curiosidade e para os nada abilidosos, como eu, ficarem chocados. Como eles fazem isso, como foram treinados, etc, eu não faço a menor idéia. Fiz algumas pesquisas e só descobri que esses elefantes estão num parque na Tailândia.
Seja como for, é chocante, uma graça e se você tiver alguma explicação, por favor me conte!!

Add comment Abril 29, 2008

Modernidade

Por Carol Vasconcellos

Um belo quadro (gosto não se discute, ok? Eu achei legal!!) feito em 1 minuto. O que diriam os pintores mega detalhistas que demoram (ou demoravam) horas num só quadro?

 

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