Archive for Abril, 2008
Quarentona – a minissaia
Por Carol Vasconcellos
A minissaia comemora em 2008 quarenta anos de existência. E a celebração não é só pela peça, mas por tudo que ela representou no contexto em que foi criada
O ano de 1968 entrou para a história como um ano de revolução. É nesse ano cheio de acontecimentos importantes que – acredita-se – nasceu também a minissaia. Uma novidade chocante para os conservadores e uma vitória na luta dos jovens que tentavam ganhar respeito, mudar idéias e crenças, ter voz, ter mais liberdade. Não só de expressão, mas também de estilo.
Novos modistas foram surgindo, com criações cada vez mais modernas: peças estampadas e muito coloridas, psicodélicas, roupas curtas e mais coladas ao corpo, tecidos futuristas. As tendências foram consquistando os jovens, que diziam levar a vida sem entregar-se à moda, usando o que bem quisessem – na verdade, contraditoriamente, essa era a moda.
Em meio a tantas novidades, surge a minissaia. As saias de cerca de 30 cm de comprimento deixavam as pernas à mostra e viraram febre das jovens da época, sinônimo de feminilidade e da libertação sexual.
Há quem diga que a minissaia não nasceu, mas veio de uma série de mudanças na moda que refletia as mudanças comportamentais da época.
Por outro lado, há quem credite o surgimento da peça a dois estilistas: Mary Quant e André Courrèges. De acordo com Mary, a criação não deve ser atribuída a nenhum dos dois: “A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou”.
”A minissaia é sexy, mas jamais obscena. A moda é feita para provocar o desejo”, defendia Mary Quant.
Os estilistas
André Courrèges, desde o início de sua carreira, foi considerado revolucionário. Ele não apenas “encurtava” as peças, mas as construía, dando formas diferenciadas, estruturadas e com estampas geométricas. Mary Quant apenas diminuía o cumprimento das saias e vestidos. É o que diz o livro de Françoise Vincent-Ricard, As Espirais da Moda (Paz e Terra, 1989).
O estilista era considerado superior à Mary, por ter mais técnica, enorme conhecimento de costura, criações mais geniais. Mas é ela quem – comumente – leva a fama pela então novidade da minissaia e que fez enorme sucesso.
Mary Quant
Mary nasceu em Londres, em 1934. Começou sua promissora carreira no mundo da moda abrindo a butique Bazaar, em 1955. A idéia inicial era fazer as peças que ela gostaria de usar, mas que não conseguia encontrar em outras lojas.
Na década de 60 a loja tornou-se um império, sinônimo de vanguarda e ganhando fama internacional por ter roupas, acessórios e até cosméticos “jovens e descomplicados”. Em poucos anos, Mary e seu marido abriram 150 filias na Inglaterra, 320 nos Estados Unidos e milhares de pontos de venda em todo o mundo.
A criadora inglesa influenciou a moda, que mudava e evoluía rapidamente. Deve-se a ela o estilo que ficou conhecido como Chelsea Look, que consistia em minissaia, botas de couro com cano alto que alcançavam as coxas e malhas ou camisetas justas, geralmente caneladas.
Provavelmente Mary não tinha idéia de que sua criação curta e atrevida fosse ter a repercussão e o significado que teve e tem até hoje. A minissaia tornou-se bandeira da juventude libertária, que pregava paz, amor e liberdade, no mundo inteiro.
“Eu quero criar novas maneiras de fazer roupas com novos materias juntamente com acessórios modernos que mudam conforme o estilo de vida das pessoas”, explicou ela.
No Brasil
Os grandes responsáveis pela disseminação da nova moda no brasil foram Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que formavam a famosa Jovem Guarda. O nome do grupo foi tirado de um discurso de Marx: “O futuro está nas mãos da Jovem Guarda”.
Incialmente um programa na TV Record, o estilo de vida destes jovens tornou-se popular e alavancou o lançamento de acessórios e roupas, como a minissaia, muito usada pela cantora Wanderléa. Ídolo da época, a cantora inspirou milhares de jovens que adotaram a sainha como peça-chave do guarda-roupa.
Nem sempre a minissaia teve ótima reputação. Em alguns lugares, como na França, a saia foi responsabilizada pelo aumento dos estupros. Na Grécia, apenas as turistas podiam usá-las. Na África, levou a culpa pela falta de chuvas.
2 comments Abril 29, 2008
Elefantes pintores
Por Carol Vasconcellos
Esse vale como curiosidade e para os nada abilidosos, como eu, ficarem chocados. Como eles fazem isso, como foram treinados, etc, eu não faço a menor idéia. Fiz algumas pesquisas e só descobri que esses elefantes estão num parque na Tailândia.
Seja como for, é chocante, uma graça e se você tiver alguma explicação, por favor me conte!!
Add comment Abril 29, 2008
Modernidade
Por Carol Vasconcellos
Um belo quadro (gosto não se discute, ok? Eu achei legal!!) feito em 1 minuto. O que diriam os pintores mega detalhistas que demoram (ou demoravam) horas num só quadro?
Add comment Abril 29, 2008
A ESCULTORA DA ARANHA GIGANTE
Sempre que eu passava de bicicleta pelo MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo – no parque Ibirapuera, reparava naquela aranha gigante. Quando descobri que quem esculpiu aquela aranha enorme foi uma mulher, quis saber um pouco mais sobre ela.
A década de 60, sobretudo o ano de 1968, foi um ano marcante na vida da escultora franco-americana Louise Bourgeois. É impossível não notar os traços surreais e fálicos, que sugerem clima erótico em várias obras da artista. A obra Janus Fleuri, de 68, veio para contestar o papel do homem na sociedade, a intenção é “desconstruir” o pênis, ao evidenciá-lo de forma até banal. Louise é feminista arrojada e obcecada pelo trabalho e por esculturas gigantes.Tem 96 anos de idade, vive em Nova Iorque e é uma das maiores escultoras do mundo.

“Louise Bourgeois desenvolveu uma lógica das pulsões, importando vincular sua obra aos grandes temas do conhecimento ou da literatura e não aos sistemas da arte. Melhor falar então de um material extraído de recalques e embates da vida como abandono e ira, desejo e agressão, comunicação e inacessibilidade do Outro. No confronto permanente entre pulsões de morte, angústia, medo e as pulsões da vida, a obra de Louise Bourgeois é uma dolorosa e triunfante afirmação da existência iluminada pela libido. Nessa obra biográfica e erotizada, transformar materiais em arte é uma conversão física, não no sentido religioso, mas como a conversão da eletricidade em força. (…) Digamos então que a obra de Louise Bourgeois caminhe pela territorialização de imensidões. São assim o corpo, a casa, a cidade e o desejo. Ou a geometria, a família e a insularidade. Obra antiplatônica, não se satisfaz com o mundo das idéias e conjecturas. Deseja ter um corpo.
Esta arte não despreza a intensa referência ao sujeito. Retira a mulher da zona da sombra da história da arte. E esse sujeito da arte é uma mulher. Depois de Bourgeois, o universo da arte já não será de mulheres no mundo dos homens, nem têm de falar aí a linguagem dos homens, mas tornar presente seu próprio desejo. Moda e roupa são partes de um código identificado com o feminino. (…) A imensa Aranha (…) é trabalho, doação, proteção e previdência. É da potência da teia oferecer-nos acolhida ou enredar-nos como uma presa. ‘A domesticidade é muito importante. Eu a acho avassaladora. Como tem de ser prática, paciente e prendada.’ A afetuosa memória da maternidade está entremeada em várias esculturas.”
Paulo Herkenhoff, diretor do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.
2 comments Abril 24, 2008
Paulo Bruscky, em entrevista
por_Karina Sérgio Gomes
Meu primeiro post neste blog foi sobre a exposição “Ars Brevis”, primeira individual em um museu do artista Paulo Bruscky. E para o trabalho de jornalismo cultural, que em breve postaremos aqui no blog, tentei uma entrevista com Bruscky por e-mail, a qual foi não foi respondida a tempo para o trabalho, mas que vale a reprodução.
Karina: Como você entrou para o Grupo Fluxus?
Paulo Bruscky: Através da arte correio, desde o início dos anos 70, e quando ganhei a bolsa de artes visuais da Fundação Guggenheim, em 1982, fui morar em Nova Iorque e tive contatos pessoais com alguns dos seus integrantes, como Dick Higgins, Ken Friedman e John Cage, entre outros. Posteriormente, fui residir em Amsterdam e entrei em contato com Klaus Gröh, Robert Rehfeldt e mais alguns integrantes do grupo Fluxus, além de ter participado de vários eventos com seus membros, tendo inclusive realizado uma performance com Ken Friedman.
K: Na sua opinião, como o grupo e a arte postal influenciaram as artes plásticas?
PB: Depois da Pop Art, foi o único movimento a nível internacional surgido, e teve uma força maior porque o subterrâneo do mundo todo estourou simultaneamente.
K: Como o grupo influenciou a forma de fazer arte?
PB: Na verdade, na arte correio o importante é a informação e o contato: é a vida na arte.
K: Quais eram os artistas com quem se correspondia?
PB: Robert Rehfeldt, Klaus Gröh, Ken Friedman, Clemente Padin, Horacio Zaballa, Edgardo Vigo, Jorge Caraballo, Guillermo Deisler, Mike Crane, grupo Texto Poético, Fred Forest, Antoni Muntadas e muitos outros.
K: A data “Maio de 1968″ completa 40 anos neste ano, como foi este ano para você?
PB: Acho que o ano de 68, independentemente de Paris, foi um ano importante da resistência, não só no Brasil como em toda a América Latina, com relação aos regimes ditatoriais e a arte correio teve um papel fundamental nessa luta e em mudanças de conceitos.
K: Estava realizando algum trabalho na época? Qual?
PB: Sempre trabalhei bastante nas minhas idéias, e é difícil citar apenas um trabalho, mas no período trabalhei muito com poesia visual, intervenções urbanas, objetos e trabalhos conceituais.
K: Chegou a ter alguma obra censurada?
PB: Tive grande parte da minha produção censurada, inclusive a minha própria pessoa; cheguei a ser preso três vezes pela ditadura militar.
K: Como era ser artista, produzir obras e realizar performances durante a ditadura?
PB: Era enfrentar o risco com a própria vida, porque só assim é que se mudam as coisas.
K: E qual foi a melhor obra que produziu até agora?
PB: A que eu vou fazer.
K: Há alguma que você não gostaria de ter feito?
PB: Tudo que fiz.
>> Ars Brevis: até 28/04. MAC, Rua da Reitora, 160, Cidade universitária. tel: 3091-3039. Terça a sexta: 10h às 18h, sábado e domingo: 10h às 16h. Grátis.
Add comment Abril 20, 2008
Divagações numa aula de Jornalismo Cultural
A importância dos críticos de arte numa sociedade em que cultura é mercadoria
Por Camila Taira
“Gosto deve ser discutido, sim”, afirmava o sambista Adoniran Barbosa. Mas você vai me perguntar por que não deixei para o Seguindo a Canção a tarefa de falar sobre um dos maiores compositores brasileiros. Antes que vocês me atirem ao “árvaro”, vou explicar.
Hoje, às oito horas da manhã, numa aula de jornalismo cultural com o professor Heitor Ferraz, a sala começou a discutir o papel dos críticos de arte na sociedade atual.
É óbvio que o assunto esbarrou na questão de que a arte virou mercadoria. Realeses ocupam o espaço das críticas, que por sua vez avaliam, por meio de estrelinhas, se tal filme vale meia entrada, se tal livro vale a pena ser comprado, se tal exposição vale o preço que cobra, se tal show vale mais que o tamanho da fila das bilheterias.
Quando a obra de arte estava atrelada a Deus, a pintura era um espelho da realidade. O slogan da época poderia ser: “A arte imita a vida”. Platão não era publicitário, mas pensava assim.
Quando o homem passa a ser o sujeito-objeto e a razão toma o lugar da religião, a arte passa de uma simples e incontestável imitação para uma proposta de invenções. Com isso surge a necessidade de se explicar a obra de arte para o público. O gosto começa a ser discutido. Surge, então, a crítica.
A arte ganha pinceladas de subjetividade, emoções, formas abstratas. Ganha tons de agressividade, provocações, metáforas, metalinguagens. A crítica tenta traduzir as evidências e os enigmas.
Mas qual é o verdadeiro papel de um crítico de arte? Muitos acham que esse profissional é um artista frustrado. Acredito que não. A importância dos críticos está na mesma responsabilidade de um jornalista econômico: traduzir algo complexo para uma linguagem compreensível à maioria das pessoas. Ou seja, ser a ponte. No caso do jornalista, entre a esfera privada e a esfera pública. No caso do crítico, entre a obra de arte e o público.
Por fim, o bem-humorado crítico de arte Olívio Tavares de Araújo avisa: “Se um dia você ler uma crítica e não entender o raciocínio do texto, não duvide da sua inteligência, nem do artista. Duvide, primeiro, do crítico de arte”.
Add comment Abril 18, 2008
NENO RAMOS
“Eu faço arte para dar um pouco de beleza ao mundo”
Bem humorado e ousado. O artista plástico brasileiro que conquistou a Europa está hoje redescobrindo e inovando a pop arte brasileira com seu bom gosto e espírito empreendedor
Fala calma, olhar brando e intenso. Com seus olhos azuis e cabelos longos e cacheados, levemente jogados para trás ele se consagra a cada quadro pintado. De início parece introspectivo e quieto, mas muito sabe falar de si e do seu trabalho que, diga-se de passagem, é conhecido no mundo inteiro. Neno Ramos, ou melhor, Washington Ramos Filho, formou-se em arquitetura na faculdade Belas Artes em São Paulo, em 1984. Sempre quis trabalhar com arte. Já vendia esculturas em néon para ganhar dinheiro, mas nunca havia pensado em viver só disso, em ser de fato artista. Teve aulas com alguns expoentes das artes plásticas como e Flávio Império e Haron Cohen. Inspirado pela arte pop de Andy Warhol e Basquiat, o artista plástico desenvolveu técnicas de produção, e repaginou a pop arte no país.
Antes de ser pintor consagrado, era empresário na área de engenharia. Trabalhava com seu pai, mas nunca se sentiu realizado com sua profissão. Precisava entrar em contato com a arte, realizar suas obras. Neno perdeu o pai aos 24 anos, e foi nessa época que assumiu o controle da empresa de terraplenagem da família. “Eu ganhava muito bem sendo empresário”, contou.
Durante uma viagem à França conheceu o maior acervo de obras do pintor Andy Warhol, no Museu de Arte Moderna do Beubourg, em Paris, no ano de 1990. Warhol tinha morrido cinco anos antes, e exposição era uma retrospectiva de todos os seus trabalhos. Esse foi um marco na vida de Neno Ramos. Continuou como empresário, mas a partir daí começou a dar mais importância ao seu veio. Em 1994, começou a pintar profissionalmente utilizando a pop arte como forma de expressão, tendo desde então realizado oito exposições individuais e participando de 30 coletivas e salões com premiação em cinco deles. Vendeu seu primeiro quadro em 95 por 3mil dólares, mesmo com alguns lhe dizendo que a pop arte já estava morta. “Foi fantástico!”, lembra.
Mas mesmo fazendo sucesso, Neno não largou sua empresa, só em 2001 – ano da morte de uma de suas quatro irmãs – decidiu largar mão de tudo. Sua empresa estava quebrando. Vendeu os maquinários e resolveu viver de arte, “parece que o destino fez eu perder tudo para eu fazer o que eu queria.”, declarou. A partir daí sua vida foi muito difícil, mas Neno é obstinado e com muito empenho ele acreditava em si, “Eu perseverei, eu passei fome”, declarou. “Eu acreditava no que eu fazia. Eu acreditava que era bom, porque o público queria”, reafirmou.
Em 2003, Neno Ramos foi convidado pelo curador da Bienal e critico de arte, Carlos Von Schmit, para ser diretor de produção da Cooperativa dos Artistas Visuais do Brasil. Ela foi criada em São Paulo, em agosto do mesmo ano, tendo como principais objetivos o fortalecimento das relações entre artista e sociedade, bem como possibilitar ações mais efetivas dos artistas em relação aos espaços que a arte ocupa atualmente. Artistas consagrados como Antônio Peticov, Wesley Duke Lee e Vera Café fazem parte deste grupo seleto que compõe a Cooperativa. Entre 2004 e 2006, Neno deslanchou e realizou diversas exposições em Portugal, na França, Armênia e passou a representar a arte brasileira na Europa. Muitos artigos e matérias em jornais franceses o destacaram com louvor. Hoje, suas flores em acrílico são ícones no mundo inteiro. Seus quadros são peculiares, de criação própria, com muitas cores, emoção e irreverência intrínseca. Desenvolveu técnicas e repaginou a pop arte no país. Trabalha nas séries “Rosas Carimbos”, “Queen Velvet” (girassol vermelho) e “Retratos de Cidades do Brasil”. As rosas são suas marcas registradas e reproduzidas partir de uma matriz. Sua intenção é levar as Rosas Carimbo para todos os lugares, em diversos tamanhos e padrões. Reproduz também as “Monalisas” que são uma série de quadros com a imagem tradicional da Monalisa de Leonardo da Vinci, em diversos lugares do Brasil, tudo isso em pop art. “Gosto muito da coisa plástica”, revela.
Neno considera que a leitura e a pesquisa são fundamentais para a realização de obras de arte. E para ele existem estágios de prazer que só a arte proporciona: a idéia da criação, a execução da criação, a obra-prima, a aceitação da obra, e ver as pessoas pagarem pela obra. Essa é a verdadeira aceitação. O artista vende suas obras em sua casa e em galerias, porém, a maior parte dela é vendida no seu ateliê, antes feito para ser sua casa e ateliê. “Graças a deus, as pessoas me ligam para comprar.”, orgulha-se, com razão, um dos maiores artistas de artes plásticas do país. Mora com sua terceira mulher, Catarina, no bairro do Morumbi. Tem bom humor, é arrojado e enxerga o que as pessoas precisam na vida. Elas querem cor, graça e uma pitada de fantasia. Seu lado lúdico é muito apurado e sua sensibilidade são sentidos a metros de distância. Desenvolve quadros em conjunto com artistas consagrados e tão bons quanto ele, como Cris Campana e Gustavo Rosa. Tem muita habilidade ao retratar as pessoas de forma inovadora: fotografa a pessoa, digitaliza a foto, estoura os pixels, põe na tela pinta, põe acrílico, inventa e reinventa o retrato. Com suas inúmeras técnicas utiliza-se da alta tecnologia e da experimentação para fazer algo que não se figura de forma pretensiosa, “Eu não quero o HIGH TECH, eu quero o LOW TECH”. Gosta de brincar com as cores, quanto mais colorido melhor. As formas geométricas, os mosaicos e a simetria são muito utilizados.
Neno tem uma marca registrada com o seu valor agregado: atrás de todos os seus quadros, ele carimba uma nota de dólar com a sua foto no meio, afinal, assim como George, seu nome também é Washington. O artista gosta de trocadilhos com seu nome. Criou um “Tobleneno” em referência ao chocolate Toblerone que tem a função de luminária. Também inventou o “sal de frutas Neno” para pendurar na parede. Todas as suas criações são brincadeiras muito trabalhadas e bem feitas. “O resultado estético do trabalho de Neno Ramos possui um prazer estético inegável, uma mensagem de imagens primaveris, sem contorções, mas rica e vigorosa como a de uma vida que nasce.”, disse Enock Sacramento, em 2006.
Neno está em ebulição e promete realizar trabalhos com muita vida, tecnologia e prazer.
9 comments Abril 17, 2008
Vida e obra de Velazquez
por_Camila Valduga Gomes
Diego Rodriguez de Silva e Velazquez é um espanhol que viveu no século VXII, considerado um dos mestres da pintura. Ele nasceu em Sevilha, em 1599, filho de um advogado descendente da nobreza portuguesa.
Velazquez começou na arte ainda garoto. Durante cinco anos, ele foi aprendiz do pintor Pacheco. Mais tarde, se casou com a filha do pintor. O artista demonstrou uma habilidade precoce em observar e registrar a realidade. Ele não era restrito a um único tema. Seus quadros trazem cenas típicas de tavernas, imagens de pessoas humildes, figuras mitológicas, episódios históricos e motivos religiosos.
Velazquez foi apresentado ao rei da Espanha, Felipe IV, e teve o privilégio de pintar um retrato do monarca. O rei ficou impressionado com o talento e o convidou para morar em Madrid. Como pintor oficial da corte, produziu diversos retratos da Família Real e mais de quarenta do rei Felipe IV. O artista espanhol fez duas viagens à Itália que influenciaram o trabalho dele. Em Roma, produziu o retrato do papa Inocêncio X. Ele também comprou obras de arte para a coroa espanhola. E ainda era o responsável pela imagem pública do rei e pela decoração de festas e residências da realeza.
Diego velazquez recebeu o título de cavaleiro de Santiago. O artista morreu aos 61 anos de idade, em 1660. Na primeira metade do século XIX, a pintura dele deixou os palácios e museus da Espanha. Com isso, ganhou fama no resto da Europa. Diego Velazquez foi um modelo para os principais pintores do impressionismo e do realismo.
2 comments Abril 15, 2008
monalisa virtual
por_ Karina Sérgio Gomes
Se o pintor Leonardo Da Vinci tivesse computador quando decidiu pintar o seu quadro mais famoso, a Monalisa, provavelmente ele a pintaria assim:
2 comments Abril 14, 2008
Brasil-Japão

Uma dica de exposição para o fim de semana.
Arquitetura, moda, artes e design unindo Brasil e Japão no MAM, comemorando o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
“Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro – Brasil / Japão”
11 Abr a 22 Jun
MAM – Grande Sala
MAM – SALA PAULO FIGUEIREDO
O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta a grande exposição de arte contemporânea brasileira e japonesa “Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro – Brasil / Japão”, sob curadoria de Yuko Hasegawa, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio (MOT). A mostra marca as comemorações do MAM-SP por ocasião do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil (iniciadas em 2007 com a mostra “Semear”, de Rinko Kawauchi) e abrange aspectos da arquitetura, da arte, da moda e do design em cerca de 140 obras (de 21 artistas brasileiros e 18 japoneses) que usam a tecnologia e o cotidiano e guardam relações entre si, mesmo vindas de culturas tão diferentes quanto a brasileira e a japonesa.
1 comment Abril 11, 2008





