O tímido polêmico
Entre as 12 montanhas, obra de Guilherme Teixeira, o artista plástico Héctor Zamora nos convidou a se sentar no chão para começarmos a entrevista.
Por Camila Taira e Karina Sérgio Gomes
O nome da galeria: Vermelho. A fachada: vermelha. Sobre a porta a palavra: Vermello – nome da mostra da artista argentina Ivana Vollaro sobre o portunhol [leia o box abaixo]. A estranha grafia da cor era só uma pista de que, ali, o português seria apenas uma das línguas faladas. Somos atendidas em português. Passamos por um grupo que conversava em inglês. E ao encontrarmos com o entrevistado, ouvimos um melódico: Holla, como vás? O cumprimento veio do artista plástico Héctor Zamora, 34 anos, nascido na Cidade do México e estabelecido no Brasil desde 2006.
De inconfundível estilo latino – moreno, cabelo escuro e encaracolado, barba por fazer –, Zamora contraria o estereótipo no seu jeito de ser: tímido e voz comedida, quase um sussurro. Mas mostra a força de suas raízes mexicanas em suas obras, como na espaçosa e inusitada Paracaidista, Av. Revolución 1608, uma habitação provisória construída sobre a fachada do Museu Público Carrillo Gil, na Cidade do México.
Zamora é, por formação, designer-gráfico, mas desde os tempos de universitário na Faculdade de Arquitetura do México gosta de experimentar arte. Entretanto, não estava muito satisfeito com seu país. “Yo nasci lá [Cidade do México], yo morei lá trinta e dos años. Yo quiero muito a minha cidade, acho uma cidade bem legal. Mas también como artista, por um tipo de trabalho que yo estoy faziendo, achava muito importante desligar-me da cidade e conhecer um nuevo ambiente.” – explica em seu perfeito portunhol.
Paracaidista possibilitou isso. Ela foi a obra impulsionadora da carreira do mexicano, que passou a receber convites para expor em bienais e salões da Europa, da Ásia e da América. Em 2006, Zamora foi tão requisitado que expôs em Cuba, na Coréia e no Brasil ao mesmo tempo. Nesse mesmo ano, veio para São Paulo apresentar duas intervenções: “Geometria daninha” e “Uma boa ordem”, essa última com a colaboração da artista gaúcha Lúcia Koch. Os trabalhos exigiam-lhe muito tempo de dedicação, por isso Zamora decidiu unir a demanda da Bienal de São Paulo com a vontade de morar fora do México. Vários fatores contribuíram para que o artista permanecesse em São Paulo: o público receptivo; a abertura do circuito das artes; o desenvolvimento de um projeto da Galeria Vermelho, que consiste na reforma de uma casa vizinha para criação de ateliês; e o casamento com a artista plástica mineira Marília Dardot. “Cuándo ela apareceu na minha vida e se iniciou a relación, a coisa fica muito más clara e decisivo de venir a morar aqui”, comenta com uma voz quase inexpressiva, mas com toda a expressividade no olhar apaixonado.
Se para falar de relacionamentos íntimos Zamora é reservado, para fazer intervenções artísticas engajadas politicamente ele é desinibido. A primeira ousadia do artista aqui no Brasil foi com o projeto “Geometria daninha”, aprovado pela Bienal, mas vetado pela prefeitura da cidade de São Paulo. A obra consistia em instalar, no Lago do Ibirapuera, 51 octógonos de 8 metros cada lado, preenchidos por aguapés – planta natural da região amazônica, que apesar de ser considerada uma erva daninha, é um dos melhores filtradores de águas poluídas. Depois de estudar o vegetal, a idéia de Zamora era limpar o lago do parque com uma planta tão ambígua quanto o ser humano. “Tocava coisas muito sensíveis dientro da comunidade, do gobierno, das instituicíones, do meio ambiente”, explica o artista. Entretanto, as autoridades governamentais não entenderam sua proposta e acharam que ia causar uma infestação, o que prejudicaria o bioma do lago. “Más isso era impossível mesmo porque no tiempo que durava a exposicíon, era impossible. Você precisa três ou quatro años para acontecer uma situacíon caotíca”, justifica. Mas a censura não desanimou o artista, levando-o a realizar um outro projeto na praia Recanto das Crianças, em São Vicente. A obra, de nome homônimo à praia, disponibilizava pneus pretos para banhistas, em sua maioria, crianças.
Essas polêmicas causadas por suas obras são consideradas importantes. Pois, para ele, a arte deve incitar a sociedade a discutir seus problemas – mesmo não sendo esse um dever das manifestações artísticas. Porque, segundo Zamora, essa é uma obrigação dos políticos e dos sociólogos. “Yo acho que o importante no arte que ele genere reacións. Afinal, arte és comunicación. Você utiliza um meio para dicir alguma coisa”, interpreta, e acrescenta: “Cuándo você está trabalhando com arte, você precisa conseguir essa parte, no tién que ser uma pluralidade, que você terá que falar para todo mundo, mas se você consegue mexer com alguma persona, talvez aí és um bom motivo para continuar.”
Quanto a projetos futuros, Héctor Zamora prepara uma individual para o final de 2009, na mesma Galeria que abriga, atualmente, uma exposição sobre o portunhol, a interlíngua pela qual o artista se expressa. Por isso, perguntamos sua opinião sobre a obra de Ivana Vollaro. “Yo gostei. Más acho que o nome deveria sier Vermejo, porque en español és rojo, e no rollo.”
BOX:
Com a língua nas tintas
Qual língua você hablas? É isso que a mostra da artista plástica argentina Ivana Vollaro, intitulada, Vermello, tenta descobrir. A brincadeira já começa no nome da exposição que ocupa também a fachada da Galeria Vermelho. A grande parede da entrada foi pintada de vermelho e, sobre a porta, há a palavra “VERMELLO”, brincando com o nome do espaço. Ivana explica que esse diálogo entre o nome da cor e o nome da galeria é um exemplo de “portunholização”. Pois a palavra vermelho não existe em espanhol, a tradução é rojo. Mas o “ll” da língua espanhola equivale ao som de “lh” do português.
Ivana começou seu estudo sobre o portunhol em 2000. E, em 2003, ganhou uma bolsa de estudos e veio morar em São Paulo, onde começou a colher depoimentos de brasileiros e argentinos a cerca desse lúdico (quase) idioma. O material serviu de base para a criação de um vídeo-documentário, exposto na mostra, que aborda uma espécie de tratado sobre essa mistura entre português e espanhol. Despretensiosa, a nova linguagem, aparece como uma saída criativa de comunicação. Um exemplo dessa brincadeira de falares é a pergunta divertida (e curiosa) de um dos entrevistados: “Em que momento o ‘r’ de ‘pregunta’ foi pular pra frente do ‘e’ para virar ‘pergunta’?”
Segundo Ivana, o portunhol é a interlíngua das regiões fronteiriças. Mas para ficar clara a diferença e a semelhança dos dois idiomas, há mais um vídeo em que é declamado o alfabeto em português e em espanhol. Ouvindo, simultaneamente, as duas línguas, nota-se que quase não há diferença fonética, mas há uma notável diferença melódica. O português parece uma língua fria e sisuda perto da língua hermana, em que cada letra parece sair como nota musical da boca que soletra.
VERMELLO
Galeria Vermelho, Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis, 3257-2033. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 17h. Até 5 de julho.
julho 26, 2008 at 4:49 pm k. sérgio gomes Deixe um comentário
A arquitetura fotojornalística de Cristiano Mascaro
Por Camila Taira
Escadas rolantes que parecem zíperes dispostos lado a lado. Degraus que não dizem se sobem ou se descem. Estradas que se confundem com os limites do céu. Assim se revela o trabalho, em preto e branco, do fotógrafo paulista Cristiano Mascaro. Formado em Arquitetura na FAU-USP, Mascaro rejeita o título de ‘fotógrafo de arquitetura’. “Eu fotografo cidades”, afirma e completa: “Eu gosto de chegar numa cidade e ver as pessoas caminhando entre prédios, diante de um muro. Isso é que me atrai. Arquitetura eu faço por encomenda”.
Admirador de Henri Cartier-Bresson, Mascaro começou a fotografar depois que viu um livro do francês. Aos 63 anos, o flaneur, nascido em Catanduva (SP), rejeita o título de “fotógrafo de arquitetura”, explica as diversas censuras que sofria quando trabalhava na revista Veja – onde trabalhou de 1968 a 1973, exalta a importância do fotojornalismo em sua obra e abomina fotografia de instalações artísticas.
PLASTICAMENTE – Como surgiu o gosto pela fotografia?
MASCARO – Estava estudando arquitetura na década de 60, com todas aquelas transformações e costumes, a pílula surgindo, os Beatles tocando, tinha um Papa muito bacana, o Papa João XXIII, não era como esse bando de reacionários mais recentes. Aqui no Brasil, tinha os festivais da Record. Era uma época muito charmosa, sem nenhum saudosismo. E a arquitetura era também um oásis. A faculdade de arquitetura da USP ficava num prédio da família Penteado, não tinha cara de escola. Eu gostava muito de arquitetura, mas tinham umas aulas que eu não entendia nada. Daí, fui para a biblioteca e fiquei seduzido pelo livro Images à la Sauvette, do Henri Cartier-Bresson, que eu desconhecia completamente. Meu irmão tinha uma Petriflex de 35 mm e me emprestou. Então, comecei a fotografar. Isso em 1966.
PLASTICAMENTE – Qual a leitura que você faz do “momento decisivo” de Cartier-Bresson?
MASCARO – Além dele ser incrível, ele introduziu o ‘momento decisivo’ como uma linguagem fundamental na fotografia. Isso só a fotografia tem a capacidade de fixar. A pintura não tem, o desenho não tem, a gravura não tem. Sofri uma grande influência do trabalho dele, porque eu vejo que o momento de fazer a foto sempre é crucial. Hoje eu vejo que existe um movimento contrário, que o bacana, o se sentir vanguarda é derrubar os dogmas da fotografia. Se é o tradicional é ter foco, então fazem fora de foco, para reproduzir o lance de uma idéia genial. Isso é uma nojeira, que se esgota nela mesma. Depois eles terão que inventar outra coisa. Também inventaram fotografar instalação, mal e porcamente.
PLASTICAMENTE – Você foi uma das primeiras pessoas a integrar a primeira equipe de fotógrafos da revista Veja. Conte como foi essa experiência?
MASCARO - Eu entrei na Veja, desde o número zero. Na época éramos em quatro fotógrafos. Eu consegui o emprego logo depois de me formar, quando ganhei um concurso de fotografia em que a Cláudia Andujar, fotógrafa da Realidade. Foi a Cláudia que me apresentou para a equipe da Veja. Isso era final de 1967. A Editora Abril já era reconhecida naquela época. Tinha o Tio Patinhas, o Pato Donalds e muitas revistas femininas, mas não tinha nenhuma revista que falasse sobre política. Então, criaram a Veja. Chamaram o Mino Carta, que já tinha criado a Quatro Rodas, para ele dirigir a revista. A Abril deu um curso só para selecionar pessoas para ser repórter na Veja. Eu fiz o cursinho, mas antes a Cláudia me apresentou ao Duque Estrada,
que era diretor de arte da revista. Eles simpatizaram comigo e me contrataram. Eu não tinha nenhuma experiência jornalística. Minha formação era artística, de salto alto, como a gente dizia.
PLASTICAMENTE – Antes de entrar na Veja qual era seu objeto de trabalho? Já era a arquitetura?
MASCARO – Não, não era a arquitetura. Eu estava mais com a cabeça no fotojornalismo. Até porque eu me inspirava muito no Cartier-Bresson, que foi um dos criadores da agência Magnum, e tinha aquele romantismo: todo mundo saia fotografando pelo mundo. Eu achava o máximo! Trabalhando na Veja, eu comecei a viajar. Não havia muitas sucursais da revista ainda, havia uma em Brasília e outra no Rio de Janeiro. Então, tudo o que acontecia pelo Brasil afora, era a redação de São Paulo que fazia. O fotojornalismo foi uma escola para mim. Ele complementou a minha formação artística, a minha formação em arquitetura.
PLASTICAMENTE – Como você já trabalhou diretamente com jornalistas, você sabe que muitas vezes é preciso seguir a pauta. Você, como fotógrafo, fazia uma pauta antes de sair para a rua?
MASCARO – Evidentemente que havia uma pauta para o texto e a foto. Na maioria das vezes, a gente viajava com o repórter. O que era muito chato, porque o repórter sempre achava que era chefe da gente. Eu viajei muito com o Luís Nassif, com o Elio Gaspari e outros repórteres. Eles tratavam a gente assim: “Ah, você está demorando muito. Vamos logo!” Era muito chato. O repórter depois que conversa com as fontes, quer escrever o texto dele em casa, no hotel, onde ele estiver. A gente não. A gente trabalha com as coisas acontecendo. Não dava para criar a foto na máquina de escrever. A fotografia, na verdade, é um complemento, e não uma mera ilustração como muitos jornalistas pensam. Foi por causa da censura e da hierarquia velada de uma redação que, quando surgiu a oportunidade para eu dar aula em faculdade, não fiquei em dúvida de deixar a revista. Eu via que não existia muitas possibilidades para eu crescer no fotojornalismo. O máximo que eu poderia alcançar seria aquele grande equívoco chamado “editor de fotografia”. Eles pegam o melhor fotógrafo e dão o cargo de “editor de fotografia”. Então, todos saem frustrados. Porque os tais editores de fotografia gostam de fotografar, querem fotografar, mas ficam presos na redação. Cria inimizades, porque quando chega uma matéria bacana ele diz: “Agora vou eu”.
PLASTICAMENTE – Nos anos 60, ocorre um grande intercâmbio entre o trabalho de fotógrafos e artistas plásticos. Você foi influenciado pelas artes plásticas do final da década de 60?
MASCARO – Naquela época o que estava na moda era esse fascínio pela reportagem. A minha geração toda, que começou a fotografar, seguiram a carreira de repórter-fotográfico. Mesmo os arquitetos que fotografavam seguiram o fotojornalismo por um tempo.
Conheça mais do trabalho de Cristiano Mascaro nos livros: ‘São Paulo’, “Desfeito e refeito’ e ‘Cidades reveladas’.
Cursos de arte para fazer nas férias
As férias estão chegando. Se você mora em São Paulo e está afim de aprender mais sobre arte, confira estas dicas de cursos:
- A Pinacoteca do Estado promoverá um curso livre de História da Arte com o crítico Rafael Vogt Maia Rosa. O curso analisará a produção artística entre 1960 e 2000 e qual a relação que a arte brasileira contemporânea estabelece com a estética antropofágica de 1922. As aulas prometem envolver cinema, literatura e artes plásticas.
• Local: Auditório Vitae da Estação Pinacoteca.
• Taxa de inscrição: R$ 50,00
• Número de vagas: 140.
• Inscrições pelo site: www.pinacoteca.org.br
• Informações: (11) 3324-1009 de terça a sexta, das 10h às 18h.
Mais informações: 0800-772-5010
Mandalas e mandalas
Nas artes plásticas da Índia e do Extremo Oriente, as mandalas (em sânscrito, significa círculo) ricamente ornamentadas representam um importante papel. O círculo de quatro ou oito raios é padrão habitual das imagens religiosas que servem de instrumento à meditação. Em geral, elas significam o cosmo na sua relação com os poderes divinos.
Não importa se o símbolo está presente na adoração primitiva do sol ou na religião moderna, em mitos ou em sonhos, nas mandalas hindus e tibetanas, ou no planejamento das cidades. O círculo indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalização em harmonia. Na seita zen, o círculo representa a iluminação, simboliza a perfeição humana.
Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande mistura de cores e serve como um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.
Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro partes, o objetivo desta arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.
Por aqui já caiu no gosto popular e, assim como outros itens orientais, já podemos encontrar em lojas de decoração mandalas em vidro – pintadas com tinta vitral – ou as gravuradas em madeira.
Fotografia de moda
Por Carol Vasconcellos
Nas sombras de um sonho – história e linguagens da fotografia de moda, da editora Senac (R$ 55), é um livro belíssimo. Traz os fotógrafos, os modelos e as tipologias mais importantes para o desenvolvimento da fotografia de moda, desde o final do século 19 até o início do século 21.

O italiano Claudio Marra, professor de história da fotografia na Universidade de Bolonha explica como surgiu a fotografia de moda e também como pensar o assunto. Man Ray, Avedon e Lindbergh são alguns dos nomes conhecidos que completam o livro com imagens e pensamentos.
junho 23, 2008 at 7:20 pm Carolina Vasconcellos Deixe um comentário
Fotografia indiscreta
Por Maria Cecília Arra
Mostra de Berlim traz a história dos papparazzi, com cerca de 350 fotografias. O museu berlinense mostra como a demanda por fotos de pessoas famosas levou cada vez mais fotógrafos a perseguir personalidades e retratá-las em momentos íntimos.
A mostra Pigozzi e os Paparazzi fica em cartaz no museu de fotografia de Berlim até o dia 16 de novembro de 2008.
Tsuru
Por Carol Vasconcellos
A SPFW está decorada de origamis. Como não podia deixar de ser, já que o evento homenageia o centenário da imigração Japonesa.
Na entrada um monte de dobraduras forra o teto.
E no lounge do Senac é possível aprender a fazer Tsurus. Tsuru é um pássaro que tem grande siginificado para os japoneses, pois ele significa paz, saúde, amor, felicidade, ou seja, um “tudo de bom”.
Há uma crença de que a cada 1000 dobraduras feitas para alguém, esta pessoa cura-se de uma doença. Por isso é bem comum levar tsurus para pessoas hospitalizadas.
Se você quiser aprender a fazer – não é tão difícil assim e fica lindo se fizer vários coloridos – achei este vídeo. Explica passo por passo, não dá pra se perder!!
junho 18, 2008 at 5:32 pm Carolina Vasconcellos 2 comentários
Fora do circuito
Por Carol Vasconcellos
Depois de uma enorme confusão na última edição do SPFW, o estilista Lorenzo Merlino decidiu não mais participar da semana fashion.
Em janeiro, por conta de uma ação trabalhista antiga, Lorenzo teve o camarim interditado, suas peças confiscadas e foi a maior confusão! (leia matéria do UOL)
“”Pretendo não mostrar a minha coleção mais no formato tradicional. Quero que as pessoas questionem a moda, como a apresentação é feita, o tema, a coleção”, contou ao UOL Estilo.”
O estilista então, fez um desfile diferenciado, no Clube Atlético Paulistano: após desfilarem peças coloridas, com plumas e fitas, as modelos largaram as roupas nas cadeiras do clube e mergulharam na piscina.
junho 17, 2008 at 8:05 pm Carolina Vasconcellos Deixe um comentário
SPFW
Por Carol Vasconcellos
Gente, começa hoje a 25ª edição da São Paulo Fashion Week, com desfiles da Osklen, Fabia Bersek, Do Estilista (Sommer) e outros. Oficialmente, a abertura foi do evento foi ontem, com desfile da marca japonesa Mintdesigns.
Esta edição – quase óbvio – também homenageará o Centenário da Imigração Japonesa. O Senac vai trazer no sábado (21), Kenzo Takada, criador da Kenzo.
Outra notícia boa para os fashionistas: ao contrário da semana de moda do Rio, SP terá a ilustre presença da musa Gisele Bündchen, que desfila no sábado pela Colcci.
Acompanhe todos os detalhes no site oficial da SPFW.
junho 17, 2008 at 5:04 pm Carolina Vasconcellos 1 comentário
Arte na areia
Por Maria Cecília Arra
Deixando de lado os artistas consagrados, vim para falar de um e-mail que esbanja arte. Anda circulando pela internet um e-mail com o vídeo de uma artista que cria imagens na areia e, assim como as cria, as desfaz com a mesma facilidade, para criar outras no mesmo momento.
O talento é impressionante e, mesmo não se tratando de uma artista conhecida, nem tampouco de uma forma clássica de expressão de arte, é um trabalho digno de reconhecimento, mesmo que apenas virtual. Já que estamos em um blog, nada melhor do que trazermos as novas tecnologias para cá: a arte agora chega por e-mail.




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